25.7.14

iPhone. (R)evolução tardia


Sim, eu sei. Tenho andado fugido. E cheguei tarde à festa. Mas... mais vale tarde que nunca, não se costuma dizer?

Virtualmente todos os meus colegas e amigos ligados à fotografia têm - há já muito tempo, na maioria dos casos! - "telefones espertinhos". E com eles fazem coisas mirabolantes, de que se gabam orgulhosos. Eu, por alguma resistência filosófica a demasiada tecnologia, fui adiando. Cheguei a comprar, em emergência, um telemóvel daqueles cuja principal e quase única função era, imaginem... fazer telefonemas! Até enviava SMS e tudo! E a bateria durava quase 2 semanas! Mas, sempre que alguém me queria enviar uma imagem, ou dar notícias internéticas, eu estava de fora. Para além do mais, o meu cadastro de destruidor de equipamentos telefónicos é negro... Assim, relutantemente, lá arranjei um iPhone, 5s, diz na caixa.

Primeira preocupação: que não morresse de morte súbita (ou seja, de queda, como os anteriores). Dito e feito, caixa Otterbox Defender a caminho. Quase duplica o volume e o peso do aparelho, e divide por 10 o efeito cool da peça, mas dificilmente algo acontecerá ao elegante aparelho que reside, algures, no seu interior!

Passadas as primeiras semanas de habituação, em que, reconheço, tive de recorrer a explicações aceleradas de diversas pacientes pessoas, que me iam dando indicações de boas práticas na coisa, tive oportunidade de testar, na estrada, uma das funções que mais me interessavam e intrigavam: a máquina fotográfica. A viagem ao Peru e Bolivia, como líder Nomad, que se avizinhava, e que foi o motivo da minha ausência por estas bandas nos últimos tempos, tornou-se a prova de fogo.

Ao contrário da idêntica jornada que fiz no ano passado, noutra função, desta vez teria muitas outras preocupações para além da fotografia. Assim, decidi levar apenas a já velha companheira de viagem - Fuji X100s - e o iPhone como backup, nem sei bem. Ou vice-versa. Acabei por fotografar mais com este do que com aquela. Naturalmente não se substituem, mas a verdade é que, com boa luz, a qualidade absoluta de um telemóvel como este é perfeitamente aceitável, e o imediatismo com que se consegue disparar compensa algumas das suas limitações. A objectiva, com uma focal equivalente de 33mm, por si, aproxima-se do meu ideal - a "sweet 35". O disparo é relativamente rápido, e o enquadramento fácil. Sincronizando a pasta das fotos com a Dropbox, tenho rapidamente as imagens no computador, assim que chegue a um hotspot com wifi. Simples, indolor. As fotos, por si, pouco ou nada precisam em termos de correção de cor. Quase perfeito, não? Veremos.

Irei, ao longo dos próximos posts, partilhar imagens desta viagem de quase 3 semanas em que percorri com um grupo uma significativa parte dos Andes, de Lima, no Peru, até ao Salar de Uyuni e às faldas do Deserto de Atacama, onde Bolívia e Chile se beijam num abraço amargo, tiradas exclusivamente com o iPhone 5s. Foram muitas experiências, alguns sucessos, uns tantos falhanços, várias aprendizagens num cenário deslumbrante a que voltarei em Dezembro, a dominar melhor um equipamento que, admito tardiamente, é (r)evolucionário!

Embarquem nesta viagem, até já!


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