A exposição Crónicas da Atlântida rumou à minha terra natal e estará patente ao público no Museu Municipal de Coimbra de 29 de Janeiro a 19 de Março 2017.
Mais uma paragem destas 37 fotos, com que represento ao meu olhar cada uma das 9 ilhas açorianas, legendadas por pequenas histórias das personagens que retratam.
Entrada livre.
De 3ª a 6ª feira das 10:00 às 18:00 | Sábado e Domingo das 10:00 às 13:00 e 14:00 às 18.00. Encerra à 2ª feira e feriados.
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29.1.17
30.4.16
Exposição Crónicas da Atlântida | Lisboa
Após a palestra no Porto, as Crónicas da Atlântida rumaram à capital, com a exposição do projecto Crónicas da Atlântida, que estará patente de 6 de Maio a 5 de Junho na Lx Factory, no 2º piso do edifício do CoWork.
São 37 fotos das 9 ilhas açorianas, acompanhadas das pequenas histórias associadas a cada uma das imagens.
Entrada livre | Diariamente das 07h00 às 02h00 |
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31.3.16
Palestra Crónicas da Atlântida | Porto
Após dois anos de viagem pelas nove ilhas açorianas em busca do quotidiano das gentes do arquipélago, acompanhado pela máquina fotográfica, inicia-se amanhã, dia 1 de Abril (não é mentira!) um novo ciclo do projecto Crónicas da Atlântida. No Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, na Praça dos Leões, bem no coração do centro histórico da Invicta, pelas 21h00, estarei à conversa em discurso directo sobre o que significou para mim este projecto - o que vi, o que vivi, o que senti. E o que fotografei. A primeira NomadTalk de 2016
Iremos percorrer visualmente muitas imagens até agora inéditas, viajando pelos verdes picos que alguns dizem ser da Atlântida afundada. Partilharei com o público os tesouros que encontrei e as estórias de vida de inúmeras personagens extraordinárias, com vivências ímpares, que me deixaram sem dúvida mais rico, mais humilde, mais completo.
Enche-me um profundo sentimento de gratidão às gentes dos Açores. Se era já um convertido, apaixonei-me ainda mais por este território mágico. Obrigado a todos!
E todos estão convidados para a palestra!
1 de Abril | 21h00 | Praça Gomes Teixeira (Leões) | Entrada livre
O projecto Crónicas da Atlântida foi possível graças ao apoio da Bolsa de Exploração Nomad e da National Geographic Portugal
14.2.16
Crónicas da Atlântida - fim e principio
Sim. Fim e princípio.
Não. Não me enganei na ordem. As Crónicas da Atlântida chegaram a um fim. E simultaneamente a um novo princípio.
Ao fim de dois anos de trabalho de campo e mais de uma dezena de viagens ao arquipélago, completei a captação de conteúdos para o projecto. É um momento de reflexão, de parar para olhar para a jornada até aqui vivida e, após essa pausa, de forças retemperadas, olhar para a segunda fase, tão ou mais importante: a comunicação deste projecto e a produção dos seus outputs.
Nos últimos nove meses - de Maio de 2015 a Janeiro de 2016 - a página do projecto foi sendo completada diariamente, ilha por ilha, da maior para a mais pequena, de Oriente para Ocidente. São 276 fotos no total, que têm como objectivo espelhar a minha perspectiva pessoal do quotidiano de cada uma das ilhas, mostrando aquilo que um viajante curioso pode encontrar nos Açores. Para além das paisagens deslumbrantes, cenário de um argumento filmado em câmara lenta, a ritmo próprio, as suas gentes são os actores principais, foco da minha atenção, admiração e respeito. E foi nelas, em quase sofrimento por secundarizar voluntariamente o entorno, mas mantendo-o debaixo de olho, como pano de fundo significante, que a minha objectiva se focou. Só eu conheço a riqueza interior que deste arquipélago trouxe! Procurei que tais experiências humanas, pessoais e emocionais transparecessem para o registo documental que lá me levou. Que as fotografias, com toda a sua frieza bidimensional, ganhassem vida por artes mágicas e transmitissem ao espectador pelo menos uma parte do que vivi! Sinto-me um privilegiado – pelo que senti, pelo que vi, pelas portas que me foram abertas, pelas horas de conversas, por vezes silenciosas, que me foram ofertadas. Foram viagens em carrinha de caixa aberta, face ao vento, a ouvir estórias de baleeiros! Foram saídas para o Atlântico em frágeis cascas de nós a quem os pescadores chamam casa! Foram jornadas a vindimar de costas contorcidas, a arrebanhar manadas de vacas por encostas íngremes, a feirar sob copiosa chuvada, tardadas a correr à frente de touros, caminhadas em busca de burros autóctones, lancharadas de porco no espeto para comemorar sucessos de outrem e rezar por futuros alheios... E tanto, tanto, tanto mais! Cada ilha com as suas particularidades, cada calhau, como alguns lhes chamam, com uma alma comum, uma açorianidade que alguns não vêm, outros muito discutem, mas que se sente, se entranha a cada chegada, a cada partida!
Sinto os Açores como minha casa. Minha segunda casa. Em cada ilha poderei regressar e ser acolhido por sorrisos conhecidos. Já antes tinha visitado as nove ilhas. Regressei a todas. Regressarei. Como quem regressa a um lar há muito abandonado. Há muitas vidas atrás...
As Crónicas foram um dos mais longos e intensos projectos fotográficos pessoais que empreendi ao longo da minha carreira enquanto fotojornalista. Em que o foco, tempo, recursos e esforço empreendidos foram maiores. Com empenho renovado, inicia-se agora uma nova etapa. Ao longo de 2016 suceder-se-ão diversos eventos: exposições fotográficas, a produção de um slideshow multimedia, palestras nas principais cidades do país, culminando na publicação de um livro fotográfico, cujos textos serão também eles assinados por mim. É um novo princípio, em que a presença virtual se reduz para dar espaço às iniciativas de carne e osso. Para elas espero poder contar com a vossa presença, para que me seja dada a oportunidade de partilhar esta minha paixão. E para que dúvidas não restem, hoje, neste dia que alguém disse ser dos namorados, renovo a declaração de amor a este território tão peculiar, que há 25 anos trago no coração...
Adoro-vos, Açores!
E um profundo agradecimento a quem esteve desde a primeira hora com este projecto, tornando-o possível:
1.1.16
Crónicas da Atlântida | Mês 9 | Corvo
Novo ano, nova ilha!
As Crónicas da Atlântida estão a chegar à sua última, mais diminuta, mas talvez mais enigmática ilha: o Corvo! Com uma população de 430 pessoas, uma única localidade, uma única estrada, uma escola e o único local do país em que não existe Junta de Freguesia, mostra uma tendência demográfica rara na Europa: crescimento! Contra as expectativas, o quotidiano aqui é surpreendentemente preenchido: actividades desportivas, eventos musicais, pesca, praia e até concertos de música ao vivo têm lugar com uma frequência insuspeita. E nada, mas nada mesmo, pode descrever a sensação de silêncio e paz que o ocaso traz, com a segurança de que amanhã será outro dia, algures no meio do Atlântico, algures a meio caminho entre a Europa e as Américas...
São as últimas 31 fotografias de um total de 276, publicadas diariamente ao longo dos últimos 9 meses em www.cronicasdaatlantida.org
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1.12.15
Crónicas da Atlântida | Mês 8 | Graciosa
Caminhando a passos largos para o final, as Crónicas da Atlântida chegam em Dezembro àquela que talvez seja a menos conhecida das ilhas dos Açores: a Graciosa. Na sombra da Terceira, fora do Triângulo, fica, no inverno, dependente das ligações aéreas para a comunicação com o mundo exterior. Outrora o celeiro do arquipélago, é uma ilha altamente produtiva, em que a orografia suave e a baixa altitude facilitam o estabelecimento de uma presença humana proporcionalmente elevada: com pouco mais do triplo da área do Corvo, tem uma população dez vezes maior!
Galeria actualizada diariamente em www.cronicasdaatlantida.org
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4.11.15
Crónicas da Atlântida | Mês 7 | Flores
Em Novembro chegaremos ao território mais a Oeste da Europa: o grupo Ocidental do arquipélago dos Açores. As Flores, conhecidas pelas suas inúmeras cascatas de água e incomparável vegetação luxuriante receber-nos-ão, num misto de insularidade extrema, bruma atlântica e brilho humano.
São as Crónicas da Atlântida percorrendo uma geografia onde as lendas e as estórias de viajantes antigos se contam ao vento, que hoje se debate com uma desertificação galopante, onde novas comunidades de estrangeiros se formam e onde, mais do que em qualquer outro lugar, o isolamento se entranha, nas gentes, no sentir quotidiano. Ali, em ligação umbilical com o Corvo, ilha irmã, há que se valer por si próprio. O barco pode não chegar. E o avião aterrará... não se sabe bem quando.
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1.10.15
Crónicas da Atlântida | Mês 6 | Santa Maria
Passada a marca do meio do projecto, as Crónicas da Atlântida entram nas chamadas "ilhas pequenas", aterrando directamente em Santa Maria durante o mês de Outubro.
A "Ilha Amarela" - a mais antiga, a primeira a ser povoada e a que mais diferente é das restantes, pela geologia parcialmente calcária e clima seco - é também surpreendentemente cosmopolita para a sua área e população. A proximidade a São Miguel, na actualidade, a presença de ingleses, franceses e americanos, ao longo da história recente e a marca difusa deixada por piratas e corsários no antigamente, fazem com que a vida cultural e as mentes arejadas de Santa Maria se revelem ao viajante...
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1.9.15
Crónicas da Atlântida | Mês 5 | Faial
No mês que anuncia o fim do Verão, Setembro, e que simultaneamente marca o meio do projecto, as Crónicas da Atlântida seguem viagem para o Faial.
Serão 30 instantâneos do quotidiano da Ilha Azul, porta de entrada do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge), onde os Açores são mais arquipélago, onde a insularidade se sente de forma quase omnipresente, tantas e tão presentes são as ilhas no horizonte. A Horta acolhe-nos, famosa como ponto de encontro de iatistas e velejadores no Atlântico Norte, com o incontornável Café Peter's como sala de visitas. A perfeita Caldeira lá está, sobranceira, circular, profunda. E a alienígena paisagem lunar do vulcão dos Capelinhos aguarda os passos do viajante, na outra ponta de ilha, para o ocaso diário num idílico miradouro!
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1.8.15
Crónicas da Atlântida | Mês 4 | São Jorge
Inicia-se a 1 de Agosto o quarto mês do projecto Crónicas da Atlântida, dedicado precisamente à quarta maior ilha do arquipélago dos Açores - São Jorge.
Durante 31 dias teremos 31 fotos da vida quotidiana captadas por toda a Ilha-Dragão, apodo devido à sua particular forma alongada, com uma cadeia de cones vulcânicos relembrando as costas e escamas de um sáurio. São Jorge tem nas suas fajãs - pequenas áreas de terreno plano e fértil na base das escarpas, junto ao mar - o expoente máximo de peculiaridade, numa paisagem onde o verde nunca falha e que se assume como o epicentro geográfico dos Açores - do Pico da Esperança, em dias de céu límpido, enxergam-se as cinco ilhas do Grupo Central, duas de cada lado e mais uma sob os pés.
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10.7.15
Nas entranhas da Terra
Apesar de ter já viajado por quatro continentes, ao longo de mais de 25 anos, poucos locais me impressionaram tanto como aquele que aqui hoje partilho. Verdadeira janela para as entranhas da Terra, presenteia o visitante com cambiantes coloridos que desafiam a imaginação. À medida que as pupilas se dilatam, habituando o olhar à penumbra que aqui impera, vamos ganhando vislumbres das portentosas forças que estiveram em jogo na formação deste fenómeno vulcânico.
Estamos, como não poderia deixar de ser, no meu arquipélago preferido: Açores. Em reportagem para as Crónicas da Atlântida, que têm por destino, durante este mês de Julho, a ilha Terceira. E o espectáculo decorre non-stop, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Tendo um fraco fotográfico por padrões e abstratos, aqui sinto-me no paraíso. Uma interminável procissão de verdes, amarelos, laranjas, púrpuras, azuis, castanhos, vermelhos e, claro, negros, pintam o cenário irregular que se vai contorcendo pelo cone vulcânico abaixo, revelando sempre novos recantos e diferentes perspectivas. Rochas, musgos, plantas e fungos juntam-se ao cocktail cromático, numa quase overdose visual.
Bem-vindos ao Algar do Carvão...!
1.7.15
Crónicas da Atlântida | Mês 3 | Terceira
A partir de 1 de Julho o projecto Crónicas da Atlântida entra numa nova fase, contando agora com o Jornal i como parceiro. Esperam-se novidades na edição em papel nos próximos meses, num suporte físico que complementará o novo microsite, que estará online na plataforma do diário a partir de hoje no endereço www.ionline.pt/atlantida
Alarga-se assim o leque de conteúdos deste projecto, que inaugura também hoje o seu terceiro mês, dedicado, apropriadamente, à ilha Terceira.
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31.5.15
Crónicas da Atlântida | Mês 2 | Pico
Inicia-se a 1 de Junho o segundo mês do projecto Crónicas da Atlântida, dedicado à segunda maior ilha do arquipélago dos Açores - o Pico.
Durante 30 dias teremos 30 fotos da vida quotidiana em torno da mais alta montanha de Portugal, que se ergue dos fundos marinhos até aos 2351m de altitude, numa paisagem ora agreste, lávica, quase palpavelmente telúrica, ora gentil, domada, por instantes terna...
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1.5.15
Crónicas da Atlântida
Açores. Uma foto por dia. Uma ilha por mês. Da maior para a mais pequena. Um arquipélago, visitado de Leste para Oeste. Nove meses de fotografia, numa lenta génese de que resultarão precisamente 276 fotos.
Embarquem nesta viagem em: www.cronicasdaatlantida.org
O mote está dado. E o dia chegou. 1 de Maio. Dia do Trabalhador. Pareceu-me uma bela data para inaugurar o projecto Crónicas da Atlântida, cuja génese remonta a 2013 e que se torna a concretização de um sonho de longa data: fotografar o quotidiano de todas as ilhas dos Açores, como viajante apaixonado pelo arquipélago, sem constrangimentos editoriais ou comerciais, permitindo-me mergulhar a fundo no dia-a-dia destes rochedos maravilhosos, pelos quais me perdi de amores há 25 anos!
Um projecto fotojornalístico pessoal em que, para variar, o foco incidirá nas pessoas e não nas paisagens. Essas lá estarão, sim, mas quase sempre em segundo plano, cenário extraordinário de uma vivência ordinária - no melhor sentido da palavra. Viajar nos Açores pode ser uma indescritível experiência. As gentes que ali habitam têm corações grandes, curtidos pelo sal e pela neblina com que convivem desde sempre. Para quem queira, deambular nas ilhas será também um encontro. Não só com essa Natureza vagamente domada mas intrinsecamente selvagem, mas sobretudo com a essência humana, no seu melhor. Procurei, em imagens, cristalizá-la, algo tão efémero quanto concreto. Dir-me-ão, daqui a nove meses, se o consegui.
De Maio de 2015 a Janeiro de 2016 alimentarei esta página, diariamente, com imagens realizadas nas múltiplas viagens que aos picos da Atlântida fui fazendo, contando as pequenas grandes histórias das personagens que conheci, e que variarão ao sabor dos caminhos que fui trilhando: desde o lavrador ao cientista, do micaelense de sotaque cerrado à ucraniana de cabelo dourado, do artista plástico ao controlador aéreo, passando por tantos, tantos outros, igualmente ricos, igualmente enriquecedores!
Sem ter de forma alguma a pretensão de ser exaustivo, propus-me partilhar um vislumbre do panorama que, buscando, encontrei... E, digo-o desde já, cresci muito neste processo. Como fotógrafo. Como jornalista. Mas sobretudo como ser humano. Obrigado a todos os que comigo partilharam instantes do seu quotidiano. Sem eles este projecto não teria sido de todo possível. Bem hajam!
Um grande obrigado também às entidades que tornaram este projecto possível: à Nomad, como patrocinador, à National Geographic Portugal, como media partner e aos apoios da Autatlantis, Pousadas de Juventude dos Açores e Sata.
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