23.7.15

Há coisas que se emprestam


Diz uma máxima vernácula que "Há duas coisas que não se emprestam..." Abstenho-me de as enunciar, deixando uma certa cultura geral dar a resposta, e afirmo o contrário: "Há coisa que se emprestam"! E a máquina fotográfica é uma delas.

Ao longo das muitas de viagens com grupos que tenho feito ao longo dos anos, várias ocasiões houve em que, por algum motivo, pedi uma máquina emprestada ao vizinho - ou porque não tinha uma objectiva adequada à situação, ou porque a máquina de que dispunha não servia, ou porque a bateria tinha acabado, o cartão estava cheio, a máquina na mochila e a situação era urgente ou, simplesmente, porque não dava. Pela prática que vou acumulando em utilizar muitos modelos e tipos diferentes de aparelhos fotográficos, tornou-se segunda natureza ajustar para os modos M(anual) ou A(aperture) a grande maioria dos modelos. E é um quase desafio pessoal conseguir em segundos boas imagens com um meio com que não estou familiarizado. Claro que, muitas vezes - a maioria até, diria - nunca chego a ficar com as fotografias que realizei. Mas recentemente, durante a viagem ao Peru, no meio de várias explicações a uma das viajantes Nomad (e que, talvez por ser minha amiga já antes da viagem, teve a especial fineza de me fazer chegar as fotos), houve uma série de instantâneos particularmente felizes, talvez também por a máquina (uma compacta avançada Fuji XS1) ser muito interessante, pelo que as resolvi partilhar aqui.



A maioria foram captadas enquanto lhe explicava alguns pormenores técnicos, ou dava sugestões de composição. E é interessante como surgem oportunidades a cada instante, quando estamos alerta e atentos. E como, neste papel de formador, eu próprio me surpreendo com o processo - seja ao usar o LCD da máquina para compor, coisa que não faço habitualmente, seja a utilizar zooms extremos para pormenores de paisagem, fazer macros insuspeitos ou, simplesmente, a gozar com algum experimentalismo. É sempre bom - e refrescante - brincar com a fotografia!


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