4.6.14

Resquícios de um passado recente


Já aqui disse que, da minha experiência de viagem pelo Dubai, me ficou a ideia de que há mais alma na cidade do que à primeira vista poderia parecer. Ao passar os olhos pelo conjunto de imagens produzido, chamaram-me a atenção diferentes instantâneos que, retirados do contexto, me poderiam fazer acreditar estar algures num país árabe bem mais convervador e de maior herança histórica.



De visita ao museu da cidade (não sou grande adepto de museus, excepto se forem realmente excepcionais... ou se tiver demasiado tempo nas mãos, como foi o caso), percebi melhor a génese desta metrópole. As animações do crescimento imobiliário década a década são impressionantes! De um pequeno povoado piscatório a um portento financeiro global, em meio século! Curiosamente, embora o peso da pesca hoje seja uma pálida sombra do passado, foi no Creek e na zona de embarcações tradicionais que mais me identifiquei. Não sei se pela luz dourada do ocaso, se pela azáfama das gentes a cruzar incessantemente o braço de mar, algo havia naquela estética de raízes arcaicas que me fez parar e contemplar por um longo período.


O fosso entre passado e presente é ainda mais notório quando se sai do Dubai propriamente dito, em direcção a outros emirados. Tendo como destino Fujairah, na costa Leste, banhada pelo Mar Arábico e tendo em frente o Irão, passei por Sharjah. As diferenças são inicialmente subtis, mas existem. Mulheres menos descobertas, ruas mais sujas, muita areia, construções inacabadas... E mesquitas. Muitas mesquitas, a cada esquina.

Para finalizar este conjunto de textos sobre o Emirado, reuni algumas das fotos que melhor representam, na minha óptica, o que terá sido em tempos esta cidade, na sua vida anterior ao petróleo...


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